A praxe é a vida mas em fixe

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A praxe

A praxe é violenta, discriminatória, ofensiva e terceiro-mundista no sentido da redução do indivíduo a uma mera roda na engrenagem; mas também tem coisas más e são essas que quero agora abordar.

Com a praxe aprende-se a fazer o que nos mandam, o que é útil quando um jovem promissor nos manda abortar aquele pequeno deslize em casa do senhor arquitecto seu pai. Também se aprende a co-participar na gerência da dor, percebendo que quem manda é, por natureza, o que menos aptidões tem para estudar.

A praxe podia ser abolida mas, se fosse, acabaria por ser praxe ilegal realizada ilegalmente, uma espécie de coacção consentida mas não discutida, como os impostos ou a constituição.

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É isso mesmo, Sócrates.

O hetero- e o homoerotismo da praxe são inclusivos. Perante o dux (indivíduo que anseia o papado através do financiamento paterno de álcool), tanto se ajoelha o menino como a menina.

No caso concreto do Meco, admito conhecer poucos casos de praxe que consistam em passar fim-de-semana de gatas numa casa desconhecida desde o Salò o le 120 giornate di Sodoma. E por falar no filme, a minha cena preferida é a do casamento, mas isso sou eu que leio o DN regularmente.

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