Vi duas malucas a olhar para os sem-abrigo

Estava eu muito bem a dormir com a Deolinda, que é uma chata mas aquece o corpo e algo mais quando estou bêbado o suficiente para não lhe olhar para a fronha, aparecem duas bimbas, sei lá vindas de onde, e metem-se a contemplar a merda que a chanfrada da gaja do lado meteu ali num canto, a fingir que é uma casa. Isto não é o jardim zoológico, pamonhas. Também não é o IKEA, ó maluquinhas. Se ainda tivessem tido o capricho de deixar a máquina fotográfica para eu trocar por umas garrafas de vinho, ou uns trocos para cigarros, mas não, Nietzsche isto, Auster aquilo, nem um brioche deixaram no casal de malucos que habita ali ao lado.

Sinceramente, vou começar a cobrar para tirarem world press photos.