A tortura, primeiro capítulo

A tortura é má. Houve e se calhar ainda há casos de tortura no mundo. Isso não está bem. Era bom que acabassem com a tortura. Torturar pessoas não é bom e em alguns casos aleija mesmo. Até há pessoas que são torturadas injustamente e não se pode retirar a tortura quando o tribunal constitucional vê que afinal era uma injustiça torturar aquela pessoa. Também há animais que são torturados mas, tirando as aulas de biologia, poderão haver casos aceitáveis apesar de eu achar mal. Deixei de usar camisolas de gola alta quando percebi que eram feitas de pescoços de tartarugas. Voltando às pessoas, é preciso acabar com a tortura. Se todos quisermos muito, a tortura acaba e podemos viver num mundo livre de tortura. Torturar é errado do ponto de vista humanista e a sociedade pode evoluir para formas mais justas de liberdade individual impostas pelos estados sem recorrerem a tortura. A sodomia não é tortura se o sodomizado for voluntário. Mesmo assim, a sodomia requer regulação em termos de calibre para manter um correcto rácio entre dilatação e atrito. Nos casos das crianças, isso é sempre uma excentricidade a evitar, devido ao rácio de calibre do sodomizador. Há outras formas de tortura, como a privação de empréstimos a fundo perdido ou necessidade em examinar alunos dos cursos superiores. Este é um tipo de tortura média, sem grandes consequências, se o apoio ao torturado for firme e consistente. A tortura, no geral e muitas vezes no específico, pode ser motivada por uma frustração na obtenção de respostas credíveis aos interlocutores. Convém que, mesmo sendo de evitar torturar, quando a tortura é realizada, haja um centro especializado sancionado por verdadeiros progressistas. Durante décadas, a tortura era um exclusivo das pessoas com poder ou casadas mas agora qualquer um pode torturar ao abrigo da lei, o que pode criar situações mais desagradáveis pela inexperiência médica do carrasco. Nesta obra de 800 páginas vou elaborar sobre toda esta temática em profundidade e vou escavar os motivos pelos quais a tortura é má.