Grunhos e bifanas

O poder da bifana é incrivelmente relativista. Uma bifana pode causar a diarreia dos responsáveis censores, que em dia de reflexão terão que comer cherne ou robalo, nunca caviar, sob risco de mensagem subliminar de apoio a candidaturas que dão antecipadamente o que os outros só prometem.

Tenho motivos para não querer Filipe Menezes no Porto. O principal é o risco das bifanas não pararem de sair, transformando o Porto num talho a crédito. Também não acho piada a esta forma de fazer política, dando merdas a quem as quer, prometendo merdas maiores a quem se pendura. Mas, caralho, diz o portuense comum, é por umas merdas que se dão ANTES das eleições que estão preocupados? O que preocupa mesmo são as merdas todas que “dão” DEPOIS das eleições.

No fundo, o Bloco já devia ter juízo e dedicar-se à útil tarefa de autofagia purgática da sua existência. É que enganar os 5% de grunhos é uma coisa, dominar a agenda das redacções dos outros grunhos é que é mais grave.