Está a acabar

Contrariamente a outras pessoas cuja opinião também transcende o frete da indignação controlada para que nada mude, estou optimista em relação a mudanças para o futuro do país.

De acordo com a minha experiência empírica, a maioria dos divórcios ocorrem na faixa etária dos 40-50, isto após duas décadas de vida conjunta. A década dos 40, parece-me, é a altura em que o ser humano se apercebe, realmente, que as mudanças que espera do outro nunca serão concretizadas, após 20 anos de esperança vã da residência em outrem da chave para as expectativas próprias.

Tenho amigos na casa dos trinta, com e sem filhos, que ainda não sabem que se separarão em menos de uma década. Os sinais estão lá todos: intervencionismo, controlo, mágoa pelo desejo de se fazer algo que o outro não aprova, expectativa de contenção da panela de pressão das desilusões acumuladas.

O actual regime tem 40 anos, mais coisa, menos coisa. Os sinais estão lá todos: 20 anos de socialismo cronysta ininterruptos após 20 anos de ambições e desejos, que não sendo de cortinas ou mobília de sala, são-o de infraestruturas que evidenciem o bem estar fátuo que esconderá expectativas em breve goradas.

Se o país terminará o seu flirt-namoro-casamento com o socialismo através de algo pior, como a bimba loira do comunismo/fascismo (poucas diferenças, grandes semelhanças), isso não sei. Que acho que o divórcio está perto, isso acho. Acontecerá logo após as próximas legislativas, quando o PS demonstrar, mais uma vez, ser uma amante manhosa que não providenciará mais que sofrimento em troca de umas pérolas tiradas aos porcos.