É preciso cultura o caraças, que o Dante é português

Dante morreu em Ravenna, o que foi uma pena. Na Wikipédia diz que há uma estátua do gajo na Piazza di Santa Croce, em Florença. Eu já estive em Florença mas foi para ver gajas, que não parecendo, fluem (floem?) como Caravaggios na brisa outonal de uma forma que granjeia a Florença todo o turismo cultural que tem.

Também já estive em Roma, que é fixe, mas tem romanos, o que estraga um bocado.

Estou a divergir um bocado do meu ponto principal, que é o final. Dante tinha uma amante, o tratante, que era filha de um Ulrich lá da altura, um tal de Portinari, que tem um brasão em Volterra, sítio onde também já estive e que foi uma desilusão em termos de gajas. Quer dizer, fica lá em cima e tem boa vista e tudo, vê-se montes de campos, que os italianos têm o cluster da agricultura, mas tirando isso, parece-se com qualquer outra cidade da Toscana, que é uma região gira e tudo mas cujas gajas não andam nos campos ali à mão de semear, como se fossem a Laura Pausini a ser descoberta enquanto colhem beterrabas, isso é um mito.

Volterra foi o sítio onde o Stendhal foi visto pela Dembowska, agora o que andava um gajo francês a fazer ali a micar gajas com nome polaco é que nunca percebi. Bem, a Simone de Beauvoir, provavelmente sem saber que o Stendhal tinha sífilis, falou bem deste gajo num livro em que fala de gajas, que se chama O Segundo Sexo, uma cena muito retro que não identifica a existência do plano n-sexual que caracteriza o mundo moderno não preconceituoso dos dias de hoje, que é o mundo moderno.

Outra feminista, a Wollstonecraft, que tem o nome do sítio onde nasceu o ex-Sócrates lá da Austrália, o John Howard, escreveu umas cenas na Suécia, Noruega e Dinamarca. São sítios frios, onde não há aquele calorzinho capaz de gerar gajas como as italianas mas também dá gajas boas, rijas, mais preparadas para serem bem encostadas contra o congelador sem pestanejarem. Bem, a Wollstonecraft tanto viajou que acabou por ter uma filha – era inevitável – que escreveu o Frankenstein. Ora, nos anos oitenta, fizeram uma adaptação cinematográfica assim para o livre desta obra chamada The Bride e o Sting era o artista principal.

O Sting foi um gajo que andou na floresta amazónica por causa de umas cenas do tipo os índios não receberem royalties, ou coisa assim. Ora, a Amazónia fica no Brasil, que é nosso, de Portugal. Portanto:

Assim se prova que o Dante era português.