Um dia de greve

A minha prima Armanda, conhecida em Fânzeres como A Rata Doce, andou na escola com a Ana Malhoa e trabalha numa padaria em Quintã. Telefonou-me há pouco a relatar-me da greve do Arménio Sacristão, que também acumula com a 6ª repartição de finanças de Gondomar, a que o Major quase encerrou depois de lá deixar um micro-ondas e seis isqueiros eléctricos para fogões a gás durante a campanha eleitoral.

A Armanda também acumula, no seu caso como mulher-a-dias, mas sem recibo, no fundo como as que limpam nos prédios do Marquês mas sem privilégios de frigorífico. Pelos vistos, sete trolhas que tinham marcado com a Almerinda, vizinha da Armanda, que acumula como massagista e funcionária das finanças, simplesmente não apareceram por falta de transporte. O Mercedes branco importado da Alemanha teve um problema de suspensão e, por isso, o Jorge maneta da bomba da Repsol teve que ir com o Jeep buscar o leite ao Pingo Doce.

Bem, a história é que o Pingo Doce estava aberto e a Laura aumentou as mamas mas não conseguiu ir hoje à urgência fazer um teste de gravidez.