Encontrei Brochnyziev na cama com L

Brochnyziev é homem complexo, assertivamente metafórico na herdade latifundiária cerebral, ignóbil à ignominia descentralizadora da caracterização Haddock dos seus pinos gramaticais. Tanto escreveu sobre Arminda como a desflorou de virtudes ameríndias semanticamente eróticas. O homem é um colosso, Ulisses escrito e pensado sem virgulas ou achados em cantos cerebrais de cognição ecológica.

Em Brochnyziev vê-se o mar, no seu interior, onde coabita a escuridão fria da alma dormente, que sente, que é gente, agente rente, sapiente.

Brochnyziev diz que há ditadura e tem razão, como sempre. Uma característica das ditaduras é discutir-se a sua existência, como Brochnyziev demonstra no seu magnum opus branco, “L”. Em “L”, Brochnyziev escreve “f.”, deixando no ar a pontuação que outrora despreza, puxando-a a si próprio, num exercício de aglutinado vox populista, exigindo revolta, na volta, revolta, à sólta, revolta dos mansos de Brokeback Mountain contra a ditadura, dura, mas não segura.

Brochnyziev ultrapassa o conteúdo em detrimento de si próprio, alvo em movimento, ao vento, unguento, pombalino galambino, revolução carnal de um hospital que faz de Portugal o centro empresarial da impressão papal com ar lacrimal do que nunca correu mal.

Nem tudo é complexo, porém, diz quem chega a Sacavém, onde se vê que já lá vem a troika dos trolhas-bem, que em surdina – está-se bem – gritam o amén das camas onde a Coisa se vem.

Fui ver, era o orvalho.