Vamos então devagarinho, para não doer

Desculpem um link aí abaixo, é do Corporações; entendo que não queiram clicar (eu tenho um computador separado para aceder a esse blog).

O nosso peticionário João Pinto e Castro, que entre outras obras já nos encontrou a dívida escondida, agora sente que perdeu dinheiro por incineração [link do Corporações: foi avisado].

12,2 mil milhões“, diz João Pinto e Castro. Diz que desapareceram. De onde, pergunto? Onde estavam? O autor acrescenta que uma parte é consequência de “mais despesa com subsídios de desemprego“. Concluo das palavras de João Pinto e Castro que estas coisas ultraneoliberais de subsídios de desemprego têm que acabar, para que não se queime dinheiro desnecessariamente.

O autor continua, e inicialmente muito bem, com “a carga fiscal atingiu níveis intoleráveis“. Aponta também problemas, que o próprio entende serem causadores da incineração de dinheiro: “reduziu-se a oferta dos serviços públicos” – presume-se que se aumentassem custavam menos; “degradou-se drasticamente a sua qualidade” – como e onde, não explica; “trouxe-se o desemprego para níveis record” – mau, já decidimos no parágrafo anterior não incinerar mais com subsídios de desemprego; “cortou-se drasticamente o rendimento disponível das famílias” – impedindo o Estado de incinerar mais, presumo; “milhares e milhares de empresas fecharam as suas portas” – é trágico; “e, apesar da escala da austeridade aplicada, foi mínimo o impacto de toda essa loucura sobre o défice público” – aqui convinha perceber o que é o défice público e a sua relação com dívida. É difícil para o João Pinto e Castro entender que redução de défice positivo implica aumento de dívida. Eu faço um gráfico.

Imaginemos uma dívida pré-existente de 120%, com PIB de 1000 Terachicos no ano zero, com défice de 10%. Imaginemos uma redução de défice de 2 pontos percentuais ao ano com PIB constante. Aqui está, a inércia da coisa explicada ao João Pinto e Castro:

Chicolandia-contas

Chicolandia-défice
Bem, o que vale é que não percebo nada de economia.