Se a minha avó não tivesse rodas seria um hovercraft

Esta notícia, “Novo concurso de professores tira 12 mil lugares às escolas“, opta logo no título por tomar partido. Porquê “tira”? Fazem falta? O novo concurso cria um défice?

Uma versão oposta seria “Novo concurso de professores liberta 12 mil excedentários das escolas”. Esta versão criaria muito mais polémica e alimentaria as discussões progressistas durante, pelo menos, uma semana. Esta duração dependeria, claro, da não-ocorrência de outras indignidades progressistas, como – por exemplo – a rejeição de uma tatuada escritora lésbica palestiniana nas nomeações para o prémio Camões.

Uma versão neutra seria “Novo concurso de professores ajusta-se à oferta e procura”. Esta seria igualmente impopular e originaria um rol de petições. O Daniel Oliveira assinaria todas.

Conclusão: noticiar é sempre mais popular se soar constitucional.