Ontem ouvi esta conversa

A propósito disto, que chocará os adeptos do “a tabuada não se decora, a tabuada deve ser livremente interpretada pelo indivíduo de pessoa humana“, assisti ontem a um diálogo que vou tentar reproduzir o mais fielmente possível:

Indivíduo A: 35-40 anos
Indivíduo B: 18-20 anos
Indivíduo C: 45-50 anos

A: Foda-se, tu já passaste a fronteira?
B: Eu já.
A: Qual?
B: Qual quê?
A: Qual fronteira?
B: Sei lá, a fronteira.
C: Há muitas fronteiras, calhau. Há p’raí umas mil.
B: Sei lá, eu fui à casa do meu tio em Servilha.
C: Já não foste a França?
B: Fui.
C: Então passaste duas fronteiras, pá.
B: Foda-se. Não vi nada. Duas? Estás maluco.
C: Tiveste que passar por Espanha ou não?
B: Sei lá, ou o caralho.
C: Não andaste na escola? Não sabes que Portugal faz fronteira com a Espanha?
B: Sei lá.
A: No meu tempo na escola não havia fronteira.
B: No meu também não. Quando fizeram isso?
C: És mesmo burro, pá. Foda-se, onde é que fica a Jugoslávia? Não é logo depois da França? Não vos ensinam nada.
B: Vai-te foder. Nunca chumbei.