O governo já não tem credibilidade é o novo “o pipi da Maria é meu”

– Ó mãe, a Maria já não me quer dar o pipi…
– Para que queres o pipi da tua irmã?
– Estou cansado do teu…

Este pequeno diálogo, ilustrativo de uma típica conversa em família, soa cada vez mais ao André-Freirismo das nossas televisões. Se por um lado há a necessidade em encher chouriços, por outro há o desgaste dos pipis das Marias que têm que os introduzir. Esta calamidade, verdadeira ameaça de saúde pública, é fomentada por um ecosistema de Inês-Pedrosismo que eleva a revista Caras a tautologia televisiva. “Ai, cabrões, que eu sou de esquerda” é pitoresco e decerto ajuda imenso ao turismo rastafari, mas não dá de comer a ninguém que não se peide de esguelha p’rá gamela. Por falar em eurodeputados, a convergência de conceitos e o estreitamento de medidas são coisas que soam muito a “dentro de ti ver o mar” apesar de eu dentro de ti só conseguir ver o colo do útero, dependendo dos dias, porque as disposições não são equitativas.

Perante tamanho dilema (ainda não especificado, calma), o que resta aos ceguetas que acham que os outros são cegos? Além de atirarem bosta à ventoinha na vã tentativa de nos cagar cegar, bradam os Fins dos Tempos e o Apocalipse da verga social, murcha como figo seco. Mas estes ónagros acham que o Estado Social inclui a sua fronha, justificando assim os meta-sermões destes imensos protoplasmas do regime? O dilema (especificado agora) é que sem circo não há diversão enquanto sem diversão não há votação.

Estamos em fim de regime desde que o irresponsável do Afonso bateu na mãe e fugiu para o Algarve. Os putos querem acção, isso é compreensível; no entanto, com essa birra de proto-portugalismo, traçou o destino genético da faduncheira que, muito infelizmente, só corta os pulsos metaforicamente. Ganhem pêlos no peito, galinhas melindrosas.