Miguel Gonçalves ou como este blog é altamente reaccionário

Notícias como esta, “Relvas escolhe criativo que acredita em super-heróis“, revelam muito mais sobre a apatia pardacenta do ser socialista que qualquer dissertação subsidiada por um observatório qualquer de ‘ciências’ sociais.

Miguel Gonçalves tem um estilo único, um estilo que emana innuendo sexual a cada tirada, mesmo que inconsciente. É divertido e soa ao palhaço fácil de desmontar à primeira análise (ou ausência dela). Porém, nunca faliu um país. Parece que não, este pequeno factor tem alguma importância para pessoas picuinhas.

Ver um tipo novo que não se queixa de falta de subsídios, de estado social, de apoios disto, de estruturas daquilo, de saídas, de oportunidades, de emprego, de serviços públicos, de educação, de cultura, de cinema subsidiado e de uma nova ordem mundial, esse indivíduo é sempre (repito: sempre) refrescantemente bem vindo.

Tomando em consideração que Miguel Gonçalves não só não faliu um país como nem sequer esteve em governos que o fizeram ou para isso contribuíram, já bate 95% dos comentadores televisivos. E é isso que vos irrita.

Por muitas caralhadas, abano-pessegadas ou roça-greladas que se atirem ao ar, eu prefiro sempre o gajo que não se propõe a falir um país. Mas vocês é que sabem.