Hollande, o messias em desgraça

Hollande, aclamado como a esperança da Europa, a voz da razão contra a injustiça da política monetária da UE, a mudança necessária contra o radicalismo da via austeritária, revela-se, em 11 meses, a desilusão dos eleitores.

Segundo a sondagem, Sarkozy, o incumbente derrotado nas eleições, venceria-as hoje com margem de 7 pontos percentuais. Se Hollande ganharia a Marine Le Pen ainda está por determinar.

Foi Hollande quem falhou nas promessas eleitorais? Foi. Embateu de frente com o muro da realidade, expondo o vácuo das promessas anti-austeritárias. A austeridade não é uma opção, é uma consequência da realidade.

Seguro, o nosso Hollande de circunstância, não parece aprender muito com isto. Continua, tranquilo, no seu trilho populista que lhe permitirá – eventualmente – vencer eleições. Não lhe ocorre a cobrança pelo não cumprimento das promessas: o fim da austeridade, o crescimento, a renegociação (perdão?) da dívida.

Desculpem, esqueci-me: a culpa é do mundo, da Alemanha e do meu cão que comeu o trabalho de casa.