Há quem coleccione calendários, eu colecciono coices

Ei-los aqui, sem ordem específica:

Ah, a Constituição, aquele documento chato e incómodo que impede a tropa que lidera Portugal de dar cabo da população do país ainda mais depressa. 

De facto estamos encurralados entre um governo de desgraça nacional e a futura incapacidade nacional. Entretanto, Sócrates aproveita para fazer política,  arrasando a estratégia do governo.

O discurso de Passos Coelho, hoje à tarde, ao país foi uma forma de chatear a dobrar os portugueses. Não bastava ser Domingo ao final da tarde e ainda por cima ficamos a saber, se é que não sabíamos, que seja qual for o caminho que este governo tomar : vamos ser nós a pagar.

[Sobre Sócrates] Meia hora por semana parece-me muito pouco para as necessidades do país…

E onde vai este neoliberal mexer? na segurança social, nos desempregados, onde a percentagem rondará os 20% inscritos e não inscritos, no ensino, na saúde, e que dirá o Sr. Silva que tem diro nos seus discursos e no facebook que não existe mais margem para empobrecer o Povo português, eu lembraria ao liberal confesso Sr. Silva de que ou nos entendemos contra este Governo ou a ditadura de uma maioria neoliberal nos vai aniquilar definitivamente, o que estes senhores do governo mais retrógado e neoliberal que tivemos em 39 anos de democracia estão a fazer é criminoso e nunca vai resolver o problema económico e social do país.

Assistimos hoje ao maior ataque ao Estado de direito, ao Estado social, a Portugal e aos portugueses, de que há memória em quase 40 anos de democracia.

não vale (pois não?) a pena demonstrar a falsificação desavergonhada da realidade que o primeiro-ministro fez neste discurso, como aliás desde que assumiu o poder (e antes, et pour cause).

Miguel Relvas foi substituído pelas ameaças ao Estado Social e pela narrativa de que vivemos num estado de excepção. É isso?

Entre os comentadores nos cais [sic] 24/N é o Luís Delgado que consegue desmontar com mais clareza os erros de lógica do discurso do PM, em particular no que se refere aos cortes anunciados para o Estado.

O nosso salvador, contudo, vai salvar-nos da maldade do Tribunal Constitucional. Nada de impostos, temos é de pedir desculpa à Troika pelas nossas falhas constitucionais e incendiar o Estado Social até só restarem cinzas para distribuir pelos famélicos.