Faz sentido o que diz o bispo das forças armadas?

Bispo das forças armadas acha que Portugal está doente. Tem razão?

O Estado deve ouvir o mundo dos pobres e oprimidos…

Sim. Deve ouvir toda a gente.

…em vez dos “bem pensantes” que empurram o país para a crucificação.

Não. Deve ouvir toda a gente.

Portugal está doente, as pessoas estão infelizes, as pessoas estão revoltadas.

Sim.

Uma ou outra quando é chamada para depor não é sincera e diz que temos que ir em frente, temos que obedecer e não temos outra saída.

Não é sincera, como? Como sabe que não é sincera? Qual é a outra saída? Qual acha que seria a resposta sincera das pessoas?

Nós ouvimos especialistas e peritos, ainda hoje, um grande banqueiro a dizer que isto da austeridade acabou, que está no fim, mas quem é que nós devemos ouvir?

Toda a gente. Já esclarecemos esse ponto.

Devem ser ouvidos todos aqueles que têm fome, quem não tem emprego, quem vai para o hospital e não encontrou solução, quem vai para um curso e não tem lugar.

E os outros. Os que não têm fome, os que têm emprego, os que vão para o hospital e encontram solução, os que vão para cursos que servem para alguma coisa.

Devemos escutar este mundo de pobres e oprimidos ou temos que ouvir os bem pensantes que nos empurram para situações de crucifixão, ou como alguns já disseram, para o abismo?

Ouvir todos. Eu neste momento estou a ouvir o D. Januário Torgal Ferreira, enquadro-o em qual dos grupos que acabou de criar?

Deve existir consenso, diálogo e comunhão de esforços.

Consenso? Não, obrigado. Prefiro que se faça algo. Compromisso, talvez.

Eu gostava e tenho apoiado esse consenso, mas alguém poderá lutar por finalidades do Estado discordando dos meios, então todos os fins justificam os meios e estamos na pior teoria política.

E o dinheiro? Mostre lá o dinheiro.