Explicar Cutileiro aos nativos

Desde já peço desculpa a todos os lisboetas por constatar o óbvio. Não é por mal, é apenas mostrar a realidade sob o prisma correcto da loucura mais tradicional, aquela que não propõe aumentos de salário mínimo mas vê coisas estranhas.

O Coiso. A imagem foi tirada não sei de onde mas tem watermark pelo que nem interessa por aí além, acho eu, que não sei muito sobre copyright mas este blog também não está a ganhar dinheiro nenhum à conta de ninguém nem mesmo dos alemães, nazis.

O Coiso. A imagem foi tirada não sei de onde mas tem watermark pelo que nem interessa por aí além, acho eu, que não sei muito sobre copyright mas este blog também não está a ganhar dinheiro nenhum à conta de ninguém nem mesmo dos alemães, nazis.

Muito foi dito sobre a homenagem de Cutileiro ao 25 de Abril em exposição permanente no Parque Eduardo VII (e na conta bancária do próprio Cutileiro). “Ah, parece um pénis“, “ah, é um símbolo fálico“, “ah, o 25 de Abril é um supositório“, “ah, quem me dera ter identidade sexual no 25 de Abril“. Entre outras coisas.

Na realidade, este monumento é apenas a ponta do eixo vertical esparramado na base da zona importante de Lisboa. Se repararem bem, esta inclui o Diário de Notícias, o Heron Castilho, a casa Saramago, o Bairro Alto e a Câmara Municipal (catapulta carreiras mediocres para a presidência). Incluí também o Grande Oriente Lusitano e o hotel Altis. Bolas, precisam de mais? OK, inclui o Centro de Trabalho de Alfama do PCP, estivadores, a 24 de Julho e a praça das manifestações. As praças das manifestações. Se a Maternidade Alfredo da Costa estivesse dentro deste perímetro, acham que fechava? Ora vejam lá o mapa que vos permitirá ver o Cutileiro com outros olhos.

Lisboa fixe

Cutileiro meta-físico na Lisboa fixe.