Primeiro grande pecado cometido por este blog

Li um post do 5 Dias. Foi só uma vez mas sinto que tenho que o confessar para alcançar a paz interior que tão subitamente perturbada foi com um acto irreflectido no calor de um momento. Primeiro confessei-me à família, agora confesso-me a vós. Não espero perdão imediato nem pretendo que me reduzam a devida e muito justa penitência.

Mas há mais…

O post que li foi este do Renato Teixeira. Cuidado; carregar no link origina a abertura da página onde se pode ver o seu conteúdo e podeis acabar a ler também.

O Renato está “cada vez mais convencido que o futuro da Europa é a guerra“. Até aqui é uma opinião, mais ou menos parva, mas pronto, uma opinião, coisa tão abundante como hemorróides. Mas há mais. Há esta questão: “estarão os eurocretinos preparados para que a classe média em peso esvazie as contas bancárias e para que o desespero dos de baixo passe a ser medido em estilhaços?”.

Peço desculpa por ter reproduzido isto aqui. Se fosse uma pessoa sem confiança na bondade humana acharia que o Renato Teixeira faz figas por sangue e interpretaria a sua pergunta como uma ameaça. Como ele não diz quem inicia as hostilidades bélicas, resta-me presumir que serão os desesperados “dos de baixo” que criarão os estilhaços que terão que ser travados com tanques (e drones?) após um discurso comovido de um líder a motivar os seus soldados para a defesa da pátria de ataques dos “de baixo“.

Ouço-vos dizerem que é uma patetice dar importância a isto. Isso é óbvio. Mas o pateta não sou eu: o gajo parece estar a falar a sério. Não sei se me sinto confortável na rua onde um Renato Teixeira qualquer me confunde com um “eurocretino“. Não gosto de sentir estilhaços, é uma coisa que me chateia, pá.

Podem começar a presumir credíveis as ameaças em blogs, redes sociais e caixas de comentários? Talvez com isso se evite que “o futuro da Europa seja a guerra“.