Pan-eixos políticos

Graças ao post do André Azevedo Alves n’O Insurgente sobre os blogs políticos de Portugal, pude ler o post do blog Dinheiro Vivo, que fala exactamente do que eu falei aqui, mas de outra forma e até com outro conteúdo. Gostei de ler o que pensam os que se definem de esquerda e os que se definem de direita; fiquei foi curioso com os pan-eixos. Vamos ver:

Jornalista: E o jugular? É um projecto político?
Resposta: Depende de a quem pergunta.
Jornalista (a pensar): Estou a perguntar-te a ti.
Resposta colectivista enviada pela sociedade colectiva: Para uns somos esquerda ‘radical’ e ‘fraturante’, para outros (a autoproclamada ‘esquerda verdadeira’) somos de direita, para outros ainda fazemos parte do ‘centrão dos interesses’ e até já houve quem – Pacheco Pereira – garantisse que temos “a carteira no gabinete do Primeiro-Ministro”, o que, convenhamos, é chato porque a carteira nos faz muita falta (cada vez mais, até).
Jornalista (a pensar): E para ti… você… vós… er… o colectivo?
Grupo de amigos unitários com NIF único: nunca foi um projecto político.

Estes pan-eixos, que recusam caracterizações, apesar de incluírem na sua unicidade deputados e gente que vai a jantares, são esquisitos. Transformam a sua defesa da N-sexualidade e N-amentos1 em N-eixos políticos. Que N-mariquice. Essa coisa del@s de calç@s e el@s de sai@s é muito giro para o Prós e Contras mas a malta está farta de ser enganada com falinhas mansas.

Vou ser trucidado. Ai vou, vou. Que ‘esta gente’ não é de fazer julgamentos dos outros, ai não, não.


1 Casamento implica casal, N-amento implica N. É preciso fazer um desenho? Está bem.