História de uma pungência extraordinária

Há histórias que nos tocam de uma forma tão indescritível que vou agora descrever o efeito que nos causam: Sentimos-nos humanos, como se tivéssemos uma epifania de pertença a algo que não sabíamos que pertencíamos, como o planeta Terra. Ficamos sem palavras e escrevemos posts ou tweets para partilhar com outros algo tão evidente cuja tangibilidade é tão somente o sentimento perpétuo da humanidade.

Brochnyziev escreveu (na sua desafiadora obra “Requiem”, o primeiro nano-conto composto de uma só palavra) “morte”, indiciando a compreensão pela invida, o contrário da essência verbal do hemisfério emocional que determina a lógica cartesiana do pensamento. Esta inverdade narrativa chega-nos como um choque perante a plausibilidade da não-negação afirmativa, como é evidente.

Este efeito extravasado de forma lacrimal atinge o seu Sagarmatha se, por acaso do destino, sou confrontado com uma opinião da Ana Sá Lopes. A pungência é mais pungente, a contemplação suicida torna-se em necessidade e o negro apodera-se do Graciano Saga da minha mente. Nada mais me ergue e o mundo torna-se num lugar onde o apocalipse é a salvação, como um filme do Alejandro Jodorowsky. Recomendo.