Entrevista fictícia entre o colectivo jugular e o Sócrates se este tivesse um saco na cabeça que não o identificasse

Eu sei, a premissa é ridícula porque a identificação é por feromonas. Mesmo assim, o exercício é interessante.

jugular: Boa noite.
Sócratas: Boa noite.
jugular: Perdão?
Sócras: Eu disse boa noite.
jugular: Eu sei bem o que disse, é isso que me preocupa.
Sócas: Desculpe?
jugular: Pelo menos está arrependido, ao menos isso.
Socrátes: Não estou a entender a sua narrativa…
jugular: Infelizmente não falta dessa gente que fala sem saber das coisas.
Coiso: Eu assumirei responsabilidades por aquilo que fiz…
jugular: Não me parece.
Pinto de Suza: Não estou a perceber.
jugular – dois ao mesmo tempo: Acha que fez bem? Não tem vergonha?
Filosofante: Mas…
jugular – três ao mesmo tempo: Tudo isto é gravíssimo, mas não se preocupe, só eu e mais dois ou três pessoas é que achamos.
devedor da CGD: Se fiz algo…
jugular: Já toda a gente percebeu que você não percebe que fez merda.
Delegado de informação médica: Peço desculpa por qualquer mal entendido.
jugular: Pede desculpa? É? Porque será?
Comentador da RTP1: Desculpe mas vou terminar esta entrevista.
jugular: Isso. Cobarde. Primeiro atira e depois vira as costas. Não posso com esta gente.