A Páscoa irrita os ateus

A Páscoa é muito importante para os cristãos, que celebram a ressurreição de Jesus Cristo, crucificado após julgamento sumário por apregoar o bem.

Isto, por qualquer razão, origina ira nos ateus que professam a religião do problema matemático dual: Os crentes procuram Deus, os ateus já não o encontraram. Ora, que uns tipos se irritem por não acreditarem que um Ser ressuscitou, ainda vá lá; que fiquem satisfeitos por Ele ter morrido já é maldade.

Avançando, que lata têm estes tipos para agora clamarem por “ai, temos que ter esperança” e “ai que os portugueses não vêem a luz ao fim do túnel”? Quer dizer, baseiam todo o sistema de crença no regozijo pela morte de uma pessoa e agora querem esperança porque compraram hipotecas que não conseguem pagar sem sugar pensionistas alemães?

“Estas a ser insensível, Parreira”, dir-me-ão os leitores que até conhecem um desses “ai a ética republicana da laicidade do estado previdência contra a vossa caridadezinha e tal”, mas respondo-vos que não é por eu conhecer o Carlos Cruz que o vou contratar para babysitter. Outros ainda dirão que há casos de abuso de menores na Igreja Católica. A esses responde-se que não é por não se contratar o Carlos Cruz para babysitter que se deixa de contratar a Catarina Furtado.

A Páscoa é renovação, por isso se compreende que o mui laico Partido Socialista continue a reciclar Mário Soares e Manuel Alegre neste período – os gajos não se renovam.

Espero ter contribuído para demonstrar inequivocamente que quem anda aí com o “ai que os alemães têm que ser solidários” em simultâneo com o “ai que não suporto os católicos” é duplamente idiota e que a doutrina cristã os aceita com a mesma dedicação com que eles não aceitam ninguém.

 

Nota: o autor optou por escrever recorrendo à grafia que lhe ensinaram na escola pública.