A narrativa do ponto de vista do narrado

Quarta-feira
Esfoliado, maquilhado, penteado, auto-ajudado, auto-endeusado, preparado mas léxico-limitado, caracterizou o estropiado como o desgraçado penetrado pelo triste fado do estado apanhado no pecado de o ter recusado.

Quinta-feira
Tinteiro esforçado sobre o pantomineiro que saltou para o tabuleiro – diz que nem quer poleiro – e nem sequer é paneleiro, o mundo é que é rasteiro, não fora o dinheiro que o menino certeiro gastou no galinheiro, austeridade p’ró cagueiro, que o gajo é qu’é porreiro.

Sexta-feira
A realidade entra na cidade, e até na herdade da gaja que diz verdade, a que detesta o frade, porque ela é que há-de, sei lá, ela é que sabe.

Sábado
O corno constitucional, entra no bacanal, qu’esta merda é um quintal, quem cá manda é o animal, o único afinal, que quer p’ra Portugal, que esta trampa corra mal.

Domingo
Salvação nacional, ou chama-se o maranhal, p’ra decidir sobre o tal, que vai afinal, tratar de todo o mal, agora é que é, ‘Tugal.

Segunda-feira
Fecha o hospital, deixa lá, não faz mal, foda-se, afinal, matemática é fatal. Viva Portugal!