Crise política de proporções épicas

 

Portugal está a viver uma crise política de proporções épicas.

 

Agora que captei a vossa atenção, direi que não só isto é treta como chega a ser uma treta de proporções épicas. O governo chateou esquerda e direita; os primeiros porque sim, os segundos porque se opõem a aumentos de impostos. Isto é, de facto, quase inédito, não tendo acontecido mais que umas 2500 vezes na última década. O que distingue esta crise política de proporções épicas é o discurso épico de socialistas epicamente orfanados, transitando para qualquer figura maternal que lhes dê simbiose de existência. Seja Manuela Ferreira Leite ou Pacheco Pereira, o maternalismo que procuram não justifica jocosidade; pelo contrário, exige o carinho solidário que a orfandade merece, em prol da justiça social e outras merdas das traduções pobres de Dickens que esta gente lê.

 

Como Jesus acolheu as criancinhas, também nós, católicos e ateus, new age deadheads ou até judeus, temos o imperativo moral de abraçar a orfandade. Tornemos-nos num só, numa irmandade comunitária de proporções épicas.